Por que olhar para o espaço pode ajudar a entender a Terra?
Biólogo e astrobiólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino Lima, pesquisador que atuou em projetos ligados a NASA, investigou como a humanidade pode prosperar em outros planetas. Mas seu trabalho não ficou restrito ao espaço.
BIOLOGIA
Mayhara Nogueira
4/8/20262 min read


E se a resposta para alguns dos maiores desafios da humanidade estiver nos microrganismos? No quarto episódio do Entrópicos Podcast, conversamos com o biólogo e astrobiólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino Lima, pesquisador que atuou em projetos ligados ao NASA Ames Research Center, investigando os limites da vida em ambientes extremos e as possibilidades de existência de vida fora da Terra.
Em sua trajetória, Ivan explorou desertos, crateras e vulcões ao redor do mundo, como o Deserto do Atacama, o Vale da Morte e o Vulcão Kilauea, coletando extremófilos, microrganismos capazes de sobreviver em condições consideradas inóspitas para a vida.
Sua pesquisa avançou ainda mais com a participação no experimento PowerCell, no qual microrganismos foram enviados ao espaço para testar como a biologia se comporta sob diferentes níveis de gravidade e radiação.
Utilizando biologia sintética, Ivan ajudou a investigar como organismos vivos poderiam produzir nutrientes e sustentar a presença humana fora da Terra. Esses estudos ampliam o campo da astrobiologia e contribuem para compreender se a vida pode existir além do nosso planeta, além de abrir caminhos para a exploração espacial de longo prazo.
A mesma lógica que estuda a vida em ambientes extremos agora busca soluções sustentáveis para problemas reais na Terra.
Hoje, sua experiência ganha um novo propósito. Morando na Califórnia, Ivan atua como pesquisador na YTCA, subsidiária da Yazaki, uma das maiores fabricantes globais de peças automotivas. Seu trabalho atual investiga como utilizando soluções biológicas para enfrentar um dos maiores desafios ambientais da nossa era: o acúmulo de resíduos plásticos.
Ivan é bacharel em Ciências Biológicas e mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de doutor em Biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Neste quarto episódio do Entrópicos, a conversa vai além da ciência: aborda curiosidade, consciência humana e o que a vida, mesmo invisível, pode nos ensinar sobre o presente e o futuro da humanidade.
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